Eu morei dois anos no Brasil, a Pacaembu, São Paulo, SP.
Gostei abastante do lugar e da gente brasileira. Fiquei orgulhoso fazer parte do equipe brasileiro do críquete, também de estar na Avenida Paulista cuando viramos Penta, e de cantar no bar Finnegan's com Jason Bermingham.

Fico escrevendo artigos pela revista Speak Up. Obrigado, Karl.
Agora espero suadir Conjunto Nacional a vender o meu libro. A começa do romance, que eu mesmo fiz como uma prova di tradução (desculpem os meus erros):
OS VERMES DA PRAÇA DE EUSTON
O primeiro periodo, novembro 1861
O relojoeiro
Fiquei assustado pelo barulho da porta da polícia, bambaleando-se na madrugada. Depois de três meses aqui, devia ter me habituado aos jeitinhos dos vendedores ambulantes – o badalo do aquario, as gritas incompreensíveis do fruteiro, e qualquer tipo de taramela, matraca e assobio – mas ainda não tinha.
Da escrivaninha da recepção, onde fiquei tanto tempo lendo os jornais, pois não tinha nenhuma tarefa mais exigente, podia ver as escadas do prédio, mas a porta não. Cobri a lampeão com sombra e apressei-me à janela, a coração palpitando de uma maneira inexplicável.
Atravez da luz sombria das lâmpadas, podia distinguir uma pequena figura balançando na porta, agitando-a deliberadamente para diante e para trás. Preso por uma raiva irrazoável, eu levantou a janela com violença.
“Opa, Capitano Relojoeiro,” a figura clamou. “Vem cá para brincar. Mude a bunda aí, caramba.”
Fiquei atonito com a boca do moleque. “É uma coisa comum aqui que pivetes chamem os policiais?”
“Claro que é, capitão.” Suspirou, o sopro dele formando nuvenzinhos no ar. “Especialmente quando pertence a Wardle. ’tá vindo mesmo ou não ’tá?”
“Espere aí um momento, garotinho—”
“Vou dizer que você não estava aqui. Pode explicar depois. Tchau, tchau.”
“Inspector Wardle de Scotland Yard?”
“Deus me livre. Eles não falam inglês onde você cresci?”
“Falamos melhor do que vocês ingleses, puta merda.” Ficava bravo agora, também com perplexo. “Mas você nem me conhece.”
“Você é escoces, e você é relojoeiro, né?”
Fitei nele. Apesar do cheiro da cloaca, ele tinha uma jeito engraçado, olhos de azul brilhante, e um sorriso tão charmante que ninguém poderia desaprovar dele.
“’tô com razão ou sou louco?” Ele apontou em cima da rua. “O grande inspector exige as suas habilidades, que ouvira impressionantes, ainda que pareça difícil acreditar do seu comportamento.”
“Mas como é que ele me conhece? Come é que você?
“A fama viaja rápida aqui. Vai ver. Todo mundo sabe o negócio de todo mundo.”
Sem eu, pensei, tremendo. Todo mundo sem eu.

The Worms of Euston Square é até agora disponível somente em inglês:
www.amazon.co.uk
Mas vale a pena perguntar à Livrária Cultura.